sábado, 20 de agosto de 2011

VAMOS DIZER NÃO À VERTICALIZAÇÃO

Situado em área estratégia da região Norte, bucólico, seguro, estamos assistindo dia a dia a degradação paulatina da sustentabilidade social, ambiental, urbana e artificial dos muitos predicados que encontramos no Bairro Santo Antônio, quando mudamos para cá há mais de uma década: ausência de tráfego, predominância de residências multifamiliares em detrimento de condomínios verticais, diminuta especulação imobiliária, reduzidas áreas de alagamentos e inundações, boa ventilação e iluminação, paisagem urbana e patrimônio natural e cultural, razoavelmente preservados.
De quem é a culpa?
Parte nossa, dos moradores do Bairro e do Poder Público, também.
O Poder Público que deveria zelar pela sustentabilidade econômica e social do Bairro, planejando seu crescimento, condicionando e avaliando os impactos dos empreendimentos, negativos ou positivos, limita-se a conceder licenças e alvarás   despido de uma análise sistêmica, holística e sustentável da verticalização do bairro, sendo crível supor os prováveis impactos que o  Bairro Santo Antônio irá sofrer no prazo  médio de 05 anos, tais como :a) adensamento populacional diante do acréscimo de, no mínimo 3000 novos residentes num Bairro territorialmente pequeno com população atual estimada 6000 habitantes;b) aumento da demanda por equipamentos urbanos e comunitários hoje inexistentes;c)aumento especulação imobiliária diante da valorização dos imóveis e pressão econômica para a construção de condomínios verticais em detrimento de residências multifamiliares;d) aumento exponencial da geração de tráfego e explosão da demanda por transporte público, timidamente existente no Bairro;e) prejuízos imediatos à ventilação, iluminação, paisagem urbana e patrimônio natural e cultural(Na Rua Guia Lopes, por exemplo, existem residências em estilo enxaimel, centenárias, tombadas); f) impermeabilização do solo urbano e diminuição de áreas verdes;
Em boa hora a Câmara de Vereadores de Joinville aprovou a Lei que institui o EIV-Estudo de Impacto de Vizinhaça. Embora o instrumento estivesse previsto no Estatuto da Cidades e no Plano Diretor de Joinville, os Comissários diziam que o EIV não poderia ser exigido porque o ato normativo não existia. Agora existe e é lei. Aguardamos com ansiedade a regulamentação do diploma normativo
Por este motivo, devemos dizer NÃO À VERTICALIZAÇÃO
Porquê? Porque crescer com qualidade hoje para que todos passam usufruir amanhã é um imperativo.
A Rua Prudente de Moraes, que já possui mais de 02 dezenas de Condomínios verticais, vai ganhar mais um no local abaixo



Não acredita? Espere para ver....


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

POR ENQUANTO, OBRIGADO

Sejamos honestos: Nosso relacionamento com o Comissariado da Secretaria Regional não teve um início muito promissor. Matérias no Jornal, reclamações no FUNDEMA e em outros órgãos públicos,  tendo como mote o episódio de descarte de entulhos e resíduos na Almirante Jaceguay
O tempo passou e o Comissariado passou a nos atender, realizando alguns pedidos (não todos) dentro das possibilidades físicas e orçamentárias da Regional
Por razão, é justo reconhecer: Por enquanto, obrigado Secretário pela limpeza do Rio Cachoeira entre as Rua Hilda Redin e Guia Lopes; pela limpeza de algumas bocas de lobo e a re-construção de bueiros danificados
Abaixo postamos a fotografia de uma boca de lobo reconstruída nesta semana na Avenida Almirante Jaceguay com a Ricardo Landmann

Mas, como nem tudo são flores, rogamos ao Comissariado que dê uma destinação correta do lixo(material orgânico e inorgânico)retirado do leito do Rio Cachoeira e colocado provisoriamente na calçada(fotos abaixo). O provisório não pode se transformar em permanente, senão uma chuva forte levará tudo de volta e teremos o desperdício de tempo, recursos públicos e trabalho humano.
                                Fotografia da Rua João Volgelsanger com a Rua Guia Lopes
                                      Fotografia Rua Carlos Willy Boehm direção Dona Francisca 
Não é para se acostumar,  mas por enquanto, nosso MUITO OBRIGADO                                                                  

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O ALAGAMENTO E OS COMISSÁRIOS

 

O PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA é inegavelmente, a menina dos olhos do Governo Federal. Não obstante os méritos do programa(e seus deméritos também), gostaríamos de entender como funciona a fiscalização da execução do Programa, através do òrgão gestor do Ministério das Cidades, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

A lei que regulamenta o MCMV- Lei Federal 12997/2009 estabelece em seu artigo 5-A, que a adequação ambiental do projeto (incisoII) e a infraestrutura básica que permita ligações de água, solução de esgotamento sanitário e via de acesso(inciso III), são condições sine qua non para a implantação do empreendimento

Mas, no Bairro Santo Antônio não há solução de esgotamento sanitário e, para piorar,  parcela dele é entrecortado pelo Rio Cachoeira e seus afluentes. Então, como proceder?

E o que dizer da adequação ambiental do projeto?

 Há uma resolução do CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente, de número 412/2009, que estabelece em seus artigo 8, incisos I e II, a vedação de concessão de licenciamentos ambientais simplicados- quando há intervenção do empreendimento em áreas de preservação permanente ou quando as obras sejam localizadas em áreas alagadiças ou sujeitas a inundação

E a Resolução do CONAMA diz que o licenciamento deve ser realizado pelo órgão estadual ambiental-FATMA

Então, temos uma série de perguntas a formular aos Comissários do FUNDEMA, DO SEINFRA E DA CAIXA:

a) Como é possível o FUNDEMA licenciar o emprendimento se o mesmo está inserido em área de preservação permanente-Lei 4771/65-Código Florestal e há o interesse da UNIÂO FEDERAL na execução do programa Minha Casa Minha Vida ?

b) Como é possível o FUNDEMA licenciar o emprendimento se o mesmo encontra-se em área de constantes  inundações e no entorno da bacia do Rio Cachoeira(que é um bem da UNIÂO), visto que a Lei 6938/81 e as Resoluções do CONAMA estabelecem que a competência para o licenciamento ambiental é do FATMA?

Será que o direito fundamental à moradia está autorizado a fulminar o Direito ao Meio Meio Ambiente Equilibrado dos moradores e cidadãos do Bairro, desconsiderando os impactos causados no entorno do Rio Cachoeira?

Como os futuros moradores do Bairro irão se sentir quando acordarem pela manhã e descobrirem que não poderão trabalhar ou realizar suas atividades regulares porque a chuva inundou a Rua Guia Lopes, como aconteceu em março de 2011, de acordo com a fotografia abaixo?


                                          Rua Guia Lopes em março de 2011



                                        Rua Guia Lopes em Junho de 2011


Como já perdemos a fé nos órgãos do Município de Joinville(FUNDEMA e SEINFRA)será que a UNIÃO FEDERAL ou a CAIXA não irão verificar o que acontece com este Programa?

É dinheiro público que subvenciona o Programa. Dinheiro dos Impostos. Nosso dinheiro. Pensem nisso

terça-feira, 26 de abril de 2011

A TRANSPORTADORA SAIU!!!!!! META CUMPRIDA NÚMERO DOIS

Em pouco menos de 03 meses de existência, a Associação Viva o Bairro Santo Antônio obteve mais uma vitória em prol dos moradores do Bairro, visando assegurar uma sadia qualidade de vida, Meio Ambiente Artificial equilibrado e aplicação inconteste da Lei Complementar de Uso e Parcelamento do Solo-LC 312-2010
A excelente notícia se deu nesta primeira quinzena de abril.
 Depois de seguidos périplos nos órgãos públicos e ajuizamento de ações judiciais, finalmente a empresa de transportes cedeu e, sponte própria, retirou-se do conhecido endereço situado no Bairro, Rua João Vogelsanger, S/n, Bairro Santo Antônio.
O motivo:foi comprovado que a referida Transportadora estava funcionando sem alvará de localização e licença em nosso Bairro
Foram 10 meses de agonia, incômodos , danos morais, dentre outros, contudo, este problema foi resolvido
Venceu o bom senso e o trabalho incansável da Associação.
Agora, a bola da vez é o residencial Stelamaris, na Rua Guia Lopes. Estamos de olho. Teremos novidades em breve.
Abaixo postamos 02 fotografias. O antes e o depois da ex-sede da Transportadora


     ANTES-OUT2010         

                                               DEPOIS-ABRIL DE 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

VIDA LONGA ÀS CRATERAS DO BAIRRO

Nesta semana a imprensa noticiou que o cofrinho do Município está vazio. Não dá fazer nada. Obras emergenciais no que se refere a reparos em decorrência das chuvas que estão castigando o Município nos últimos meses, então, nem pensar.
Quando o assunto é gastar, é sintomático que os Comissários utilizem o velho argumento da ausência de recursos ou na desculpa habitual da herança maldita deixada por seus antecessores
Pois é, hoje a coluna do jornalista Jefferson Saavedra, do Grupo RBS, [1] foi postada a notícia que a arrecadação do Município cresceu 27% no primeiro bimestre de 2011, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo palavras do jornalista, “(...)ainda que essa grana carimbada seja retirada da conta, a receita melhorou em relação ao ano anterior. Com pouco crescimento ao longo dos anos, o ISS avançou R$ 5 milhões, chegando a R$ 13 milhões no bimestre. O ITBI, de compra de imóveis, quase dobrou, cruzando os R$ 3 milhões. Já a elevação das despesas foi motivada principalmente pela folha e encargos, que passou de R$ 70 milhões para R$ 79 milhões nas comparações entre os bimestres de 2011 e do ano passado. A receita tem de continuar crescendo muito para o peso da folha diminuir.”(...)”(grifamos)
Então, o raciocínio é simples: basta reduzir a folha de pessoal e os cargos comissionados para sobrar mais dinheiro para obras emergenciais e atender os contribuintes.É o que os moradores da Rua Aracaju estão aguardando. E não é de hoje. E se pagamos impostos, temos este direito olimpicamente ignorado pelo Comissariado.

As placas para inglês ver continuam lá na Rua Aracaju, mas a obra que é bom...
É, vida longa às crateras do Bairro e da Rua Aracaju.
Sorte nossa que ontem o Vereador Patrício Destro nos atendeu no seu gabinete e oficiou ao Secretário Regional pedindo providências sobre o caso. Parece que o Mr. Secretary vai ter 30 dias para resolver ou se desculpar. Quem acredita sempre alcança. Preferimos acreditar e a Associação agradece o apoio do edil.
Finalizando, jornalistas contam que o falecido Dr. Miguel Arraes disse a um correligionário na década de 70: “ Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”
Hoje, estamos convencidos que o Dr. Miguel deveria ter morado em Joinville, pois esta frase é mais contemporânea do que nunca na Cidade dos Príncipes


segunda-feira, 4 de abril de 2011

MEU BAIRRO MINHA VIDA

Meu Bairro Minha Vida. As vezes nos perguntamos porque escolhemos morar no Santo Antônio. Motivos não faltam. O bairro é pequeno, estrategicamente situado na região norte, seguro, bucólico. Não é para menos, segundo dados do IPPUJ, o Santo Antônio tem 5443 habitantes, área de 2199 km2 e 2,475 hab\km2. Mas, não se enganem, este quadro tende a mudar para pior. Recentemente a Associação tomou conhecimento pela imprensa que uma grande construtora pretende construir 394 aptos  no terreno localizado na Rua Guia Lopes(foto abaixo).

O imóvel que era ocupado por uma antiga transportadora foi adquirido por uma grande construtora. O tempo passou e os Comissários concluíram que a estreita Rua Guia Lopes, que sofre com os alagamentos constantes, vai ter que abrigar em torno de 2000 pessoas, no prazo de 02 anos- equivalente a 40% da atual população do Bairro. Guardadas as devidas proporções, são mais menos 500 veículos transitando no Bairro num futuro próximo. O SEINFRA já deu o sinal verde e estranhamente, o FUNDEMA também. Navegando no Google earth, observa-se que o Imóvel é próximo ao Rio Cachoeira e na contramão do Código Florestal, o alto comissariado ambiental concedeu recentemente a licença de instalação. Pedimos por escrito uma cópia dos documentos e nem precisamos dizer qual foi o veredito do órgão: NEGADO por telefone, é claro.Teremos que recorrer, novamente, ao  Ministério Público.
Registre-se que não somos contra o crescimento, mas defendemos o desenvolvimento planejado e sustentável. A própria Constituição estabelece em seu art. 170 e artigo 182 que a propriedade deverá atender sua função social.
Por sua vez, o Estatuto das Cidades-Lei Federal  10257-2001 prevê em seu artigo 36 que Lei Municipal deverá criar o EIV-Estudo de Impacto de Vizinhança-um importante instrumento de zoneamento ambiental e urbanístico para frear a concessão desmedida de licenças e autorizações para construir.  
O EIV  contempla várias questões, destacando-se os impactos positivos e negativos do empreendimento quanto à qualidade de vida da população atingida residente na área, ou nas suas proximidade. Mas, na Manchester Catarinense, enquanto este importe instrumento não é criado pelo Legislativo de Joinville, algumas imobiliárias e construtoras vão sem pudor, inflando o mercado imobiliário e contribuindo para piorar a qualidade de vida da população em nosso querido Bairro.
Querem um exemplo: basta andar na Rua Prudente de Moraes, sentido Rua Blumenau, nos horários de pico. Há exatos 05 anos, transitar em direção à Rua Blumenau não era o suplício que é hoje.


terça-feira, 29 de março de 2011

O BURACO E O CONTRATO SOCIAL.

4,95. Não se espante. Não é propaganda de sanduíche não. Esta é a nota que daríamos para o alto Comissariado do Bairro, cujos trabalhos da Regional estão deixando muito a desejar. Que o digam os moradores da Rua Aracaju. Estivemos no local e ficamos abismados com o tamanho do buraco ecológico no meio da Rua. Diante do volume de chuvas registrados no sábado (26/03), ontem (28/03) e a previsão de novas chuvas, se nada for feito, daqui a pouco nem de casa os moradores sairão. A erosão agradece, a infiltração continua e o perigo de acidentes é uma constante aos desavisados de plantão.Colocar uma placa “Obra da Prefeitura-Atenção” no local, apenas para dizer que o Comissariado está fazendo algo quando na realidade não está, é um acinte à inteligência das pessoas. É uma obra para inglês ver....
Jean Jacques Russeau, em sua obra ensina que o Contrato Social consiste em “ encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual, cada um, unindo-se a todos, só obedece a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes”[1]
Parece difícil o Comissariado entender, mas não é. O Seu Jacques Russeau quis dizer que o convívio em sociedade significa que os súditos (cidadãos) são dotados do livre arbítrio, mas relativo. Vale dizer, súditos têm direitos e obrigações. Pagar impostos é uma destas obrigações; viver honestamente, dar a cada um  o que é seu, e não prejudicar ninguém também o são. E os direitos, como ficam então?. Será que os moradores da Rua Aracaju e pessoas que transitam ali diariamente, não tem o direito de ter uma rua decentemente pavimentada, com instalações hidráulicas adequadas, incluindo água, esgoto e galerias pluviais corretamente dimensionadas para suportar o volume de chuvas?
Pelo que foi apurado, não é a primeira vez que isto está acontecendo.
Realmente, não dá para entender e aceitar o argumento clássico da ausência de recursos.Metade do IPVA dos veículos emplacados na Cidade fica para o Município de Joinville. Parte do ICMS também, assim como o Fundo de Participação dos Municípios enviado pela UNIÂO, destacando parte do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados que pagamos. Some-se o IPTU e outras receitas correntes. É uma grana preta que entra no Caixa.
Tudo é uma questão de prioridade e a prioridade neste caso, é atender as pessoas, arrumar buracos nas ruas, como na Aracaju e realizar outras obras emergenciais que não atinjam o patrimônio familiar a pessoal dos moradores do Bairro.
Como o nosso contrato social deveria ser uma via de mão dupla e não via de mão única,  concitamos o Alto Comissariado a arrumar definitivamente a Rua Aracaju


[1] ROSSEAU. Jean Jackes.O contrato Social.São Paulo: Editora Escala. Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal, voL. 13. p.26, 2008.